Clube localizado na Beira-Mar Norte comemora seus 35 anos de existência e resistência

Clube Novo Horizonte possui uma moderna sede social. (Foto: Arquivo pessoal)

Por Edsoul, do NSC

Parece que foi ontem, que uma família inteira se mudou pra Florianópolis, deixando para trás a dor do separatismo e preconceito. Quando os descendentes do Tio Marcos, homem escravizado onde hoje é São Pedro de Alcântara, aqui chegaram, logo trataram de iniciar um processo contrário das discriminações vividas na época.

Novo Horizonte significava novos tempos aos negros, pois muitos eram os relatos de racismo e discriminação, um caso muito comum era em salões de baile que uma corda delimitava o espaço de pessoas negras e pessoas brancas. Negros em muitas vezes eram impedidos de entrar pois queriam simplesmente ter momentos de diversão.

Havia um clamor por mudanças, pois os negros da região da grande Florianópolis não aceitavam ser cercados. A luta foi árdua para conseguir um terreno e fazer a construção da sede, pois sempre que havia tal possibilidade, o racismo e o preconceito eram os principais entraves para tal sonho ser realizado.

Até que em 1988 um amigo, sensibilizado com tamanha intolerância, aderiu a este sonho pois não aceitava que sua noiva também fosse discriminada no elevador do prédio onde residia. Porteiros mandavam ela entrar pelo elevador de serviço.

Este amigo resolveu passar parte da área que pertencia ao seu pai que veio da Alemanha trabalhar como engenheiro na construção da UFSC em 1960. Por ter se apaixonado pela ilha ele comprou um terreno no bairro da Agronômica com fundos para o mar. Hoje Beira-Mar Norte, local onde a sede está localizada.

Como em qualquer Clube Social da época, a Sociedade oferecia principalmente programações de lazer como: Baile de Debutantes, escolha da corte da Sociedade, Concurso a mais Bela Negra, cursos de corte e costura, formação para o mercado de trabalho entre tantas outras atividades.

A Sociedade Novo Horizonte surgiu com o objetivo de agregar pessoas. Todas as pessoas serão sempre bem vindas independente de cor, etnia gênero, religião ou condição sócio cultural.

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