4ª Marcha do Orgulho Crespo será realizada no mês de novembro em Porto Alegre RS

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O Movimento reúne uma massa de jovens do RS, que questionam e positivam sua imagem e negritude. (Foto: Mídia Ninja)

 

A Marcha do Orgulho Crespo é um movimento nacional, independente e apartidário, o Movimento foi criado em julho de 2015 no estado de São Paulo. Ela se insere nas novas políticas afirmativas como um espaço para o debate e reflexão que busca evidenciar a estética como símbolo de resistência, afirmação de identidade e autoestima, especialmente para crianças e mulheres negras.

Somos um projeto de cunho político-social com o objetivo de visibilizar às questões étnicos-raciais em prol da valorização e o fortalecimento da identidade, arte, produção e cultura afro-brasileira. A articulação e luta do movimento dialoga com o empoderamento estético, individual e coletivo, e com o direito à livre manifestação e expressão.

Idealizada por Nanda Cury, Thaiane Almeida e Neomisia Silvestre em São Paulo, a coletiva abriu as portas para interessados, sendo disseminado em outros Estados como: Paraná, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Espírito Santos, Minas Gerais, Maranhão e nós, RS. As mulheres negras que protagonizam o movimento aqui são Débora Otunolá, Iris Nunes e Flávia Fernanda.

 

As idealizadoras da Marcha de Porto Alegre. (Foto: Arquivo/Crespas).

Sua quarta edição será realizada no dia 24 de novembro de 2018, tendo seu ponto de concentração o (Velódromo no Parque Marinha do Brasil), a partir das 15h. Percorrendo a Av. Edvaldo Pereira Paiva (a Orla do Guaíba) até a Escola Imperadores do Samba, onde rolarão atividades e atrações culturais, somando nossos públicos para prestigiar Festival de Samba Enredo 2019.

Em um corpo social que insiste nos privar a liberdade, a oralidade, a cultura, o acesso à nossa história, com o medo de que nós possamos colocar em risco a estrutura heteronormativa eurocêntrica, nossos corpos políticos ocuparão as ruas para mostrar que essa história para além de não ser apagada, será lembrada,celebrando nossa (r)existência em uma sociedade racista como um ato subversivo e revolucionário!


Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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