A fúria de Spike Lee atropela Trump e a Ku Klux Klan

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Cineasta insulta o presidente dos EUA na apresentação de ‘Black Klansman’, a história de um policial negro que se infiltrou no movimento racista

Spike Lee nesta terça-feira em Cannes. (TRISTAN FEWINGS GETTY)

Por Gregorio Belinchòn, do El País

Spike Lee já completou 61 anos, mas não significa que tenha amolecido. Nem muito menos que tenha mudado de ideias. A apresentação à imprensa de seu novo trabalho, Black Klansman, mostrou um Lee combativo, irritado, que decidiu “não dizer nem sequer o fucking nome” de Donald Trump, usando em seu lugar a expressão “filho da puta” para mencionar o presidente dos Estados Unidos. Porque Black Klansman narra uma curiosa história, a de Ron Stallworth, um jovem policial afro-americano do Colorado que, durante a presidência de Nixon, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan, graças à sua lábia por telefone e ao fato de um colega branco (curiosamente, judeu) o substituir nas reuniões presenciais. Chegou inclusive a conhecer David Duke, o Grande Mestre da KKK.

EUA como para todo o mundo, teve a chance de dizer que apoiamos o amor e não o ódio. E o filho da puta não denunciou nem os putos do Klan, nem a direita radical, nem os filhos da puta dos nazistas”. Então decidiu acrescentar esse epílogo, que salienta também como ainda estão próximos os sentimentos que o filme mostra. “Os Estados Unidos foram construídos sobre o genocídio dos nativos e sobre a escravidão. Assim os EUA foram fabricados. Como diz meu irmão Jay-Z: fatos”. E entre esses fatos está o renascer da KKK e, claro, de David Duke, um dos personagens secundários de Black Klansman.

Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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