Ativista pelos direitos LGBT de Uganda é uma das vencedoras de ‘Prêmio Nobel alternativo’

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Kasha Jacqueline Nabagesera dividiu o prêmio de quase R$ 1,5 milhão com outros dois ativistas: a canadense Sheila Watt-Cloutier e o italiano Gino Strada

Ugandense é conhecida militante no país africano que, desde fevereiro de 2014, pune homossexualidade com prisão perpétua

Ugandense é conhecida militante no país africano que, desde fevereiro de 2014, pune homossexualidade com prisão perpétua

Da Redação

Nabagesera, que é lésbica e abandonou sua carreira como contadora para militar pela causa, recebeu o prêmio por sua “coragem e persistência, apesar da violência e intimidação, em trabalhar para o direito de que a comunidade LGBT viva livre do preconceito e da perseguição”, afirmou a organização em nota.

“O prêmio é uma tremenda honra e reconhecimento de todo o trabalho que eu e mais um punhado de ativistas iniciamos mais de 10 anos atrás. O prêmio irá apoiar nosso trabalho, proteger nossa comunidade e abrirá portas para o diálogo com aqueles que não entendem que os direitos humanos pertencem a todos”, declarou Nabagesera.

A Uganda é um dos países que mais reprime a comunidade LGBT: no ano passado, criou-se uma lei que pune a homossexualidade com prisão perpétua, que gerou críticas da comunidade internacional e de ONGs de direitos humanos ao redor do mundo. Além disso, segundo a legislação, assinada em 24 de fevereiro de 2014, a “promoção e o reconhecimento” de atos homossexuais são passíveis de 14 anos de cárcere.

Os outros dois vencedores do prêmio foram a canadense Sheila Watt-Cloutier, ativista dos direitos das comunidades inuits, chamadas popularmente de esquimós, no Ártico; e o cirurgião italiano Gino Strada, fundador da organização Emergency, que disponibiliza clínicas, postos de saúde e pessoal médico em zonas de guerra.

O chefe de diplomacia, Tony de Brum, e o povo das Ilhas Marshall receberam o Prêmio Honorário Livelihood, por sua defesa do Tratado de Não Proliferação das Armas Nucleares.

Promovido anualmente pelo Parlamento da Suécia, o “Prêmio Nobel alternativo” tem o objetivo de “honrar e apoiar os que oferecem respostas práticas e exemplares aos desafios mais urgentes” enfrentados pela humanidade atualmente. Neste ano, 128 pessoas disputaram o prêmio.

Da esquerda para a direita: Sheila Watt-Cloutier, Tony de Brum, Kasha Jacqueline Nabagesera e Gino Strada

Fonte: Opera Mundi

Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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