Burkina Faso: uma exposição fotográfica destaca a luta de mulheres e meninas para reivindicar seus direitos

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No dia 8 de março, a Anistia Internacional inaugura uma exposição fotográfica que conta as histórias de mulheres e meninas em Burkina Faso que demonstraram coragem e determinação em sua batalha para triunfar sobre a violência, abuso e violações dos seus direitos.

“São histórias de mulheres e meninas que triunfaram contra todas as probabilidades. Foram forçadas a se casar quando crianças ou passaram por situações difíceis como vítimas de discriminação. Todas lutaram para proteger os seus direitos, na esperança de um futuro melhor “, disse Samira Daoud, vice-diretora de campanhas da Anistia Internacional para a África Ocidental e Central Regional.

“Hoje há motivo de celebração.” O Ministro da Justiça, Direitos Humanos e Cíveis de Burkina Faso prometeu elevar a idade mínima de casamento para 18 anos e a prática do casamento forçado será tipificada como crime no código penal, reafirmando o comprometimento do governo com a saúde e liberdade de mulheres e meninas. Além disso, o governo pretende oferecer assistência médica gratuita para mulheres grávidas afim de reduzir a mortalidade materna no país.

A exposição capta 12 retratos, alguns dos quais incluem fotografias tiradas pela fotógrafa Leila Alaoui, que morreu tragicamente com o motorista, Mahamadi Ouédraogo, na sequência de um ataque da Al Qaeda em Ouagadougou, em janeiro passado.

Uma homenagem será feita para Leila e Mahamadi na cerimônia de abertura no norte da cidade de Ouahigouya, o último lugar que visitou durante o trabalho.

Sétima maior taxa de casamento precoce

A taxa de casamento precoce em Burkina Faso é a sétima maior do mundo. Uma em cada 10 meninas casam antes dos 15 anos. Algumas tem apenas 11 anos e foram forçadas a se casar. Mais da metade das meninas são casadas antes dos 18 anos. Além disso, apenas 17% das mulheres usam métodos de controle de natalidade, um dos índices mais baixos do mundo.

Em 13 de março, a exposição vai mudar para a capital, Ouagadougou, em colaboração com a associação de professoras.

Fonte: Anistia Internacional

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