Cantora de Rio Grande, Gil Colares reforça time de mulheres focalizadas pelo Projeto Sambaobá

Glau Barros comanda mais uma live que vem conquistando o público ao traçar o perfil de mulheres residentes no RS que tem no samba seu fazer artístico

A cantora e compositora Gil Colares é, também, educadora musical. (Foto: Acervo da artista)

Ela se criou em um ambiente musical e a escolha pela música, como profissão, foi um caminho natural. Na próxima quarta-feira, dia 18 de agosto, às 20h, a cantora e compositora Gil Colares, de Rio Grande, terá sua vida e carreira focalizadas em mais uma livre comandada por Glau Barros, como fruto da pesquisa que a cantora e atriz vem empreendendo por meio do projeto “Sambaobá – A Raiz Feminina do Samba”. O projeto tem como propósito mapear e publicizar a presença de mulheres compositoras; artistas mulheres que têm no gênero samba seu fazer artístico, contribuindo de forma efetiva com o legado cultural das diferentes regiões do Rio Grande do Sul a que pertencem. A live será transmitida pelo canal Glau Barros, no YouTube (confira no “Serviço”).

O projeto “Sambaobá – A Raiz Feminina do Samba” objetiva identificar e localizar a presença da mulher compositora de samba no Estado. A pesquisa focaliza cinco cidades gaúchas: Gravataí, Pelotas, Uruguaiana, São Borja e Rio Grande. A iniciativa é viabilizada por meio do Edital Criação e Formação – Diversidade das Culturas, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura em Parceria com a Fundação Marcopolo, com recursos oriundos da Lei nº 14.017/2020, a Lei Aldir Blanc.

Segundo Glau Barros, o objetivo é “descobrir a raiz feminina do samba no Sul”. Sua investigação tem por finalidade visibilizar e reconhecer as mulheres sambistas de diferentes regiões do nosso Estado, como forma de fortalecer a narrativa feminina e o protagonismo dessas artistas. “De um modo geral, as mulheres, ao longo da história, sofrem de silenciamento e carecem de que sua obra seja documentada para conhecimento na atualidade e nas gerações futuras”, avalia.

Sobre a artista retratada:

Nascida no dia 28 de maio de 1986, na cidade de Rio Grande, Gilmara Colares Silveira, mais conhecida como Gil ou Gil Colares, teve início na música quando ganhou seu primeiro violão aos 12 anos de idade, mas desde sua infância recebeu e teve influência musical oriunda de seus pais e familiares, que também têm trajetória na área musical, sendo assim, criada dentro do contexto e do mundo musical. Gil inicia profissionalmente como cantora aos 18 anos, atendendo a convites para apresentações em eventos escolares e feiras da sua cidade natal; gradativamente foi ganhando espaço nos bares e pub’s da cidade, abrindo shows nacionais, como Fundo de Quintal (2009) e Jorge Aragão (2012). Em 2016, lançou seu primeiro trabalho autoral, o DVD “Mágico e Forte”, solidificando seu trabalho como cantora e compositora. Atualmente, além de cumprir os shows na sua cidade, é professora e educadora musical. No ano de 2020 lançou a música Mistura Perfeita em parceria com DJ Ernani.

Sobre o projeto:

Ao longo de cinco lives, Glau Barros irá apresentar em “Sambaobá – A Raiz Feminina do Samba” as cantoras, intérpretes e instrumentistas que identificou em seu estudo, oriundas das cinco cidades pesquisadas, a saber: Gravataí, Pelotas, Uruguaiana, São Borja e Rio Grande. Completa a iniciativa, a produção de podcasts contendo as entrevistas realizadas por Glau Barros, tendo como entrevistadas as compositoras pesquisadas, privilegiando o seu processo criativo e encerrando com a execução de um samba autoral.

No dia 21 de julho, ocorreu a live de lançamento do projeto, com a participação das compositoras Pâmela Amaro e Guaíra Soares. No dia 28 do mesmo mês, foi a vez da dupla Dani & Dena, de Pelotas; no dia 04 de agosto foi retratada Patrícia Di Guyan, de Uruguaiana e no último dia 11 foi a vez de Drika Carvalho, de Gravataí. O próximo e último encontro se realiza no dia 25 de agosto, quarta-feira, às 20h. Este material ficará disponível no canal Glau Barros do YouTube. É importante ressaltar que o projeto prevê acessibilidade.

A preocupação em buscar compositores inéditos tem sua origem no CD Brasil Quilombo, primeiro registro da cantora Glau Barros, onde, das doze músicas que compõem o álbum, quatro sambas são composições de mulheres. São eles: “Vem devagar” de Zilah Machado, “A caixa e o tamborim” de Pâmela Amaro, “Desamor” de Delma Gonçalves (em parceria om Bedeu) e “Escolha” poema de Elisa Lucinda musicado por Gelson Oliveira.

Glau Barros ressalta que o samba como sendo ritmo hegemônico na cultura brasileira apresenta ainda uma narrativa predominantemente masculina e, dessa forma, nos oferece uma visão parcial da realidade. A busca ativa das compositoras mulheres objetiva acrescentar esta visão de mundo feminina que, muitas vezes, está ausente no samba. Intérpretes como Glau Barros e outras cantoras sentem a falta da voz e da fala de compositoras para abastecerem suas narrativas.

Serviço

O Quê: Sambaobá – A Raiz Feminina do Samba, live com a participação da cantora e compositora Gil Colares, de Rio Grande-RS. Apresentação de Glau Barros.

Quando: Dia 18 de agosto de 2021, quarta-feira às 20h.

Onde: https://www.youtube.com/c/GlauBarros/featured

Quanto: Acesso gratuito

Projeto viabilizado por meio do Edital Criação e Formação – Diversidade das Culturas, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura em Parceria com a Fundação Marcopolo, com recursos oriundos da Lei nº 14.017/2020, a Lei Aldir Blanc.

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