Espaço Cultural da Barroquinha fica lotado para receber Rei nigeriano

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Professor Adelson de Brito. (Foto: Leo Ornelas)

Da Revista Quilombo

Ontem (10), o Espaço Cultural da Barroquinha ficou lotado para receber o Ooni Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi Ojaja II. A atividade que começou às 11h da manhã contou com as presenças da secretária de promoção da Igualdade, Fabya Reis e Arany Santana, secretária de Cultura do estado da Bahia. Entre as autoridades, também estiveram presentes o Ministro das Relações Exteriores de Guiné Bissau, Babalorixá Air José do secular Terreiro Pilão de Prata.

Com toda comitiva presente, entre reis, sacerdotes e sacerdotisas de Ilè Ifé, após intenso momento de oração e reverência,o Rei nigeriano discursou sobre a importância  de unificar os povos descendentes da cultura yorubana na diáspora. Além disso, o Ooni falou sobre a necessidade das diversas religiões no mundo se respeitarem a fim de se promover a cultura de todos os povos.

Ooni Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi Ojaja IIO Ooni com Professor Adelson de Brito, Babalorixá Air José, do Terreiro Pilão de Prata e com as secretárias Arany Santana e Fabya Reis

 

A visita da comitiva  se estendeu às pretensões de negócios turísticos entre Brasil e Nigéria e outras formas de relações econômicas que possibilitem o progresso dos países. Mas, o cunho religioso nas terras soteropolitanas foi priorizado quando no dia 9 de junho visitou o histórico Terreiro Pilão de Prata e a Pedra de Xangô, onde foi sacralizado o local que receberá a estátua de Oduduwà, gentilmente cedida pelo império nigeriano à cidade.

Momento da sacralização do espaço na Pedra de Xangô. (Foto: Leo Ornelas)

 

Ao findar as atividades no Espaço Cultural da Barroquinha, o Ooni seguiu para um almoço no bairro da Liberdade, onde se localiza a Senzala do Barro Preto, sede o Bloco Afro Ilê Aiyê. A majestade foi recepcionada por artistas da casa e pelo cantor Lazzo Matumbi.

A visita ao Ilê Aiyê ficou marcado pela importância cultural que a entidade tem em toda a diáspora. Na ocasião o Ooni pontuou que “Nós negros devemos cultivar o amor por nós, a começar pela nossa autoestima e nosso empoderamento. Nos orgulharmos de sermos pessoas produtivas”,  declarou, após ter conhecido o trabalho social desenvolvido no Barro Preto.

Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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