Estas 6 pessoas estão revolucionando a representatividade negra nos EUA

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Por Brennan Williams, d0 Huffington Post

Em fevereiro, o HuffPost Black Voices mostrou homens e mulheres negros que estão abrindo caminhos para um futuro melhor aos negros dos Estados Unidos.

Como parte da nossa série Black Future Month (algo como Mês sobre o Futuro dos Negros), destacamos o trabalho de indivíduos que têm se esforçado para fazer deste mundo um lugar mais inclusivo para as futuras gerações.

Para o episódio final da nossa série, reunimos aqui seis personalidades que estão produzindo plataformas inovadoras e ajudando a trazer uma melhor representação aos campos da arte e do entretenimento.

Esperamos que você admire o trabalho desses indivíduos e participe da conversa online: #BlackFutureMonth.

  • 1
    Ryan Coogler | Diretor e co-fundador do ‘Black Out For Human Rights’

  • Gabriel Olsen via Getty Images
    Ryan Coogler é diretor, ativista e um contador de histórias incrível. Ele não só usa a sua plataforma como diretor para trazer histórias nunca antes contadas – como as de Oscar Grant – para a telona, mas ele também é o líder de um dos movimentos de direitos civis que mais cresce nos Estados Unidos da América.Como fundador do coletivo ativista Black Out For Human Rights (“Negros Pelos Direitos Humanos”, em tradução livre), Coogler está mobilizando diretores, músicos, artistas, ativistas e cidadãos para as questões de direitos humanos nos EUA.O diretor de “Creed” ajudou a organizar o evento #MLKNOW na igreja Riverside, no Harlem, em janeiro, que uniu algumas das grandes figuras negras de Hollywood para recitar discursos históricos dos Direitos Civis em homenagem ao dia de Martin Luther King Jr..Antes do evento, Coogler se abriu para o Vice sobre como seu ativismo está conectado com a linhagem de sua própria família. “Se você for pensar na origem, a maioria das pessoas proveniente de grupos marginalizados, todos temos essa linhagem”, disse. “O ativismo é sobrevivência. É o que precisamos fazer para sobreviver. Todos têm tios e netos que foram de certa forma ativistas. Não sou diferente”.

  • 2
    Marcus Prime | Ilustrador

  • Courtesy of Marcus Prime
    Marcus Tolbert (também conhecido como Markus Prime) usa seus quadros vibrantes para ilustrar e reafirmar a beleza da negritude. Prime desafia consistentemente as questões de raça e gênero através de sua arte, que ele compartilha online.Um dos seus exemplos mais poderosos é a imagem que ele fez ano passado em resposta ao incidente em McKinney, no Texas, onde um policial tratou agressivamente uma garota negra de 15 anos.Prime disse que ele usa a sua arte para desafiar o status quo, o que, como motivação final, ajuda a empoderar aqueles que a elogiam.“Eu acredito que nós coletivamente conquistamos um futuro melhor para os negros ao assumirmos mais quem somos e as nossas atividades e nos forçando a ser mais educados e conscientes do mundo à nossa volta”, disse ao HuffPost.

    “Conhecimento literalmente é poder. Se nós temos a capacidade de empoderar a nós mesmos, seremos muito mais progressivos”.

  • 3
    Amanda Seales | Comediante, Apresentadora, DJ

  • Courtesy of Amanda Seales
    Amanda Seales é a epítome da excelência negra. Ela é uma comediante, DJ, atriz, apresentadora, palestrante e atualmente estrela de sua própria série de comédia hilária Get Your Life (algo como “Corta Essa”).Através de seu trabalho, Seales consistentemente fala sobre a sua experiência como mulher negra e chama a atenção à questões importantes de raça e gênero.Pensando no futuro, Seales quer continuar criando os alicerces da responsabilidade social. “Eu crio conscientemente um espaço que nos representa”, disse ao HuffPost.

    “A cultura negra é um profundo cânone de excelência e eu sinto uma forte responsabilidade para criar uma reflexão e inspirar… em tudo o que faço”.

  • 4
    Dennis Dortch e Numa Perrier | co-fundadores do Black & Sexy TV

  • Courtesy of Dennis Dortch and Numa Perrier
    Dennis Dortch & Numa Perrier, co-fundadores do Black & Sexy TV, estão abrindo caminhos para as mais novas audiências negras progressivas nos Estados Unidos da América.Através de sua série de filmes e da web o serviço de distribuição, Black & Sexy TV, o par quer mudar o foco de pessoas negras que “suplicam e imploram” pela aceitação em estabelecimentos tais como os Oscars.“Nós somos pessoas bem fodas com talento, beleza, estilo e lingo que outras culturas cooptam no mundo todo diariamente”, disse Dortch ao HuffPost.“Não ficaremos com raiva sobre um Oscar, se nós não nos comprarmos a ideia de que o Oscar é importante. Não ficaremos com raiva se um outro personagem de escravo ou de criado em filmes, se nós tivermos nossos próprios programas e filmes que reflitam as imagens atuais modernas de nós mesmos e de nossos amigos que são vivenciadas todos os dias”.

    Ao invés disso, os dois dizem que criar um futuro melhor requer que os negros façam alguma coisa em aceitar e reconhecer o seu valor. “É bem simples.

    Nós aceitamos a responsabilidade sobre nós mesmos. Retomamos controle de nossa imagem e ignoramos qualquer negatividade como parte do barulho”, disse Perrier.

    “Isso é poder. Isso é um futuro melhor para os negros e nós somos responsáveis por isso”.

  • 5
    April Reign | Criadora of #OscarsSoWhite

Huffington Post
April Reign é a criadora da hashtage #OscarsSoWhite e editora doBroadwayblack.com. Reign defende de forma consistente por uma melhor representação de negros em filmes e ela diz que seu ativismo reflete seu orgulho.”Ser negra para mim significa que eu me destaco das chicotadas de meus ancestrais porque através do seu sacrifício, eu existo e, portanto, tenho a responsabilidade de conquistar tudo o que eu posso”, disse ela ao HuffPost.Reign diz que ela tira inspiração de homens como Malcolm X e que ela espera que o seu trabalho ajude as pessoas a segurar as suas cabeças um pouco mais acima e inspirar os outros a mover todos em direção à liberdade.“Precisamos reconhecer que enquanto todos não estivermos livres, nenhum de nós realmente estará”, disse. “Então devemos estender a mão para todos os segmentos da comunidade negra porque todos nós podemos aprender um do outro e crescermos juntos”.

 

Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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