Filme ‘Antes do Azul’ participa do 28º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade

Produção, de Romy Pocztaruk e Caio Amon, traz performance da cantora gaúcha Valéria

Valeria, em ‘Antes do Azul’. (Foto: Divulgação)

Do Coletivanet

O Curta-metragem ‘Antes do Azul’, de Romy Pocztaruk e Caio Amon, estrelado pela cantora gaúcha Valéria, é um dos selecionados do 28º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade. A produção estará disponível gratuitamente, de forma virtual, até 22 de novembro, na programação do evento.

Imaginar o futuro para refletir sobre o presente é o mote do projeto ‘O Fim do Fim: Novos futuros’, do qual a obra faz parte. A iniciativa é um laboratório de novas linguagens construídas por meio de narrativas híbridas, processos colaborativos e intensa intersecção entre música e imagem.

Além da performance da cantora Valéria, ‘Antes do Azul’, que possui 14 minutos, conta com textos do escritor Daniel Galera e fotografia de Lívia Pasqual. A obra imagina trincheiras possíveis para sobreviver a um futuro distópico, em que o avanço tecnológico descontrolado acelera processos de destruição – objetiva e subjetiva – da humanidade. A protagonista do curta, uma mulher trans e negra interpretada por Valéria, é a última sobrevivente de um acidente nuclear, e sua voz canta por novo lugar antes invisível.

A crítica de arte Gabriela Motta analisa que o clima distópico do curta, alcançado, em parte, por cenas como da atriz em movimento, vivenciando situações coletivas, e ela só, diante de lugares e objetos obsoletos, por vezes rastros de um futuro utópico não concretizado, parece informado pela urgência do nosso próprio tempo. “É como se a personagem vivida por Valéria encarnasse o único ser da espécie humana que viu, vivenciou e, sobretudo, sobreviveu à própria humanidade e à cólera da sua extinção”, explica.

Para o projeto ‘O Fim do Fim’, são criados universos visuais e sonoros onde artistas convidados possam habitar. A criação parte da imaginação de processos de ‘fim do mundo’ associados a teorias queer e decoloniais, projetando futuros possíveis nos quais a arte é um dos rastros deixados pela humanidade. O compositor e produtor musical Caio Amon assina a direção musical, que inclui canções de sua autoria em colaboração com Filipe Catto, Valéria, Romy Pocztaruk, Daniel Galera e o músico e produtor Marcelo Cabral. A proposta transmídia do projeto prevê, além de uma série de filmes, o lançamento de músicas e clipes nas redes de streaming.

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