IBGE: Salário de brancos é 80% maior que de pretos e pardos

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SP - DESEMPREGO/SP - GERAL - Pessoas observam vagas de emprego expostas em postes na Rua Barão de Itapetininga, no centro de São Paulo, nesta manhã de sexta-feira (03). 03/02/2017 - Foto: DARIO OLIVEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

DESEMPREGO/SP – GERAL – Pessoas observam vagas de emprego expostas em postes na Rua Barão de Itapetininga, no centro de São Paulo, nesta manhã de sexta-feira (03). 03/02/2017 – Foto: DARIO OLIVEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

Cor da pele gera diferença de R$ 1.199 no rendimento médio real para a mesma função

Os trabalhadores brancos ganham salários médios 82% superiores aos rendimentos dos pretos, conforme dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta quinta-feira (23).

Um trabalhador branco tem um rendimento médio real de R$ 2.660, considerando todas as ocupações, enquanto brasileiros pretos empregados ganham R$ 1.461 — uma diferença de R$ 1.199. Os pardos ganham, em média, R$ 1.480.

O desemprego também atinge mais pretos e pardos. A taxa média de desocupação no País ficou em 12% no ano passado, porém entre as pessoas de cor preta alcança 14,4% e, no caso dos pardos, foi a 14,1%. Por outro lado, a taxa de desocupação dos brancos foi de 9,5%.

 O Brasil encerrou 2016 com 12,3 milhões de pessoas desempregadas, sendo que a participação dos pardos foi de 52,7% (portanto, mais da metade), dos brancos de 35,6% e a dos pretos de 11%.

Já entre os brasileiros empregados no final de 2016, o contingente de ocupados era de 90,3 milhões de pessoas — 41,7 milhões que se declararam brancos (46,2%), 39,6 milhões pardos (43,9%) e 8,1 milhões de cor preta (8,9%).

Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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