Idealizado por cineasta gaúcha, Festival Cinema Negro em Ação ganha primeira edição no RS

Evento busca promover a equidade racial no mercado audiovisual brasileiro

O Festival Cinema Negro em Ação foi idealizado pela cineasta gaúcha Camila de Moraes. (Foto: Caroline Bicocchi / Divulgação / CP)

Do CP

A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e Instituto Estadual de Cinema (Iecine) lançaram, nesta semana, o primeiro Festival Cinema Negro em Ação voltado para profissionais negras e negros. Idealizado pela cineasta gaúcha Camila de Moraes, diretora do documentário “O Caso do Homem Errado” (2017), o evento busca promover a equidade racial no mercado audiovisual brasileiro. “Importante frisar que é um festival afirmativo, que tem a intenção de conhecer outros olhares produzidos dentro do audiovisual, servindo como um facilitador de diálogos entre público e setores da indústria cinematográfica”, afirmou Camila.

O festival é internacional e competitivo, contemplando videoclipes, videoartes, curtas-metragens e longas-metragens em formato digital. Estão habilitadas a participar produções de qualquer ano, com temática livre, sem necessidade de serem inéditas. Os interessados em participar podem inscrever suas produções entre os dias 14 de setembro e 16 de outubro, pelo site da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac), neste link.

O evento ocorre de 20 a 27 de novembro, integrado às programações do mês da Consciência Negra.

Diversidade

Diego Groisman, diretor da CCMQ, reafirmou o compromisso em pautar ações culturais que promovam a diversidade. “Realizar um festival a partir de produções de pessoas negras é importante para dar visibilidade a esses trabalhos, contribuindo para promoção de políticas de equiparação racial”, acrescentou.

O diretor do Iecine, Zeca Brito, também destacou o comprometimento com a equidade racial no mercado audiovisual. “O Festival representa um marco nas políticas afirmativas das instituições envolvidas. Resultado de um programa de inclusão e representatividade que aposta no audiovisual como um caminho de desenvolvimento econômico e social”, ressaltou.

A iniciativa reforça as políticas inclusivas e afirmativas desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Cultura. “Valorizar as produções de agentes negros e negras do audiovisual é um dos caminhos que acreditamos para alcançar cada vez mais presenças negras nas artes e incentivar as suas permanências”, afirmou Carol Anchieta, assessora de Diversidade da Sedac.

Exibições e premiação 

As produções selecionadas poderão ser conferidas pelas redes sociais da Casa de Cultura Mario Quintana e pela plataforma Cultura em Casa, da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Os concorrentes serão avaliados por um júri especializado que apontará os vencedores. Estão previstos prêmios nas principais categorias, incluindo uma residência artística, em parceria com o Festival Internacional de Cine de Cartagena de Índias, na Colômbia, o mais antigo das Américas, para os vencedores de melhor curta-metragem estadual e melhor longa-metragem nacional.

Além disso, haverá seleção de 14 projetos em desenvolvimento de séries e longas-metragens, que vão receber o selo Cinema Negro em Ação, e serão apresentados em encontros exclusivos com players convidados parceiros do festival, dentre os quais, a plataforma Netflix.

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