Lançamento do livro “Clube 24 de Agosto: 100 anos de resistência de um clube social negro na fronteira Brasil-Uruguai”

Profa. Dra. Giane Vargas Escobar. (Foto: Divulgação)

Da Redação

O Centro Ecumênico de Cultura Negra CECUNE, através de seu Projeto Universidade Livre e o Instituto Federal RS, através do Neabi – Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas, do Campus Porto Alegre – Centro, estarão realizando mais uma atividade conjunta que será o lançamento do livro “Clube 24 de Agosto: 100 anos de resistência de um clube social negro na fronteira Brasil-Uruguai” com a presença da Profa. Dra. Giane Vargas Escobar (Unipampa/Jaguarão), uma das organizadoras da publicação que ministrará uma aula aberta e autografará a obra. O evento será realizado no dia 30 de agosto, às 19h no IFRS – Campus Porto Alegre Centro, rua Cel. Vicente, 281, Centro Histórico, com o apoio cultural da Ilu Editora e do Projeto Sul+Sul.

No sábado 31 de agosto, a Prof.ª Giane Escobar, Doutora em Comunicação e Mestre em Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Especialista em Museologia, Pesquisadora de Clubes Sociais Negros, associada à Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) e à Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários (ABREMC), também Idealizadora do Museu Comunitário Treze de Maio de Santa Maria e agraciada pela Fundação Manneby com o “Museum Prize Winner 2014”, na cidade de Gotemburgo na Suécia, ministrará um minicurso de extensão universitária, como atividade formadora do Projeto Universidade Livre, sobre o tema “Clubes Sociais Negros: memória e resistência negra na fronteira Brasil-Uruguai”.

Sobre o clube

Fundado em 1918, na cidade gaúcha de Jaguarão, o Clube 24 de Agosto completou um século de existência sempre em plena atividade, enfrentando desafios e mudanças sociais . Nestes 100 anos de existência, o Clube tem muita história para contar, o que vem fazendo de um jeito próprio, a partir de uma ótica diferente daquela que sempre norteou as narrativas históricas invisibilizadoras da comunidade negra e de um modo a enfrentar a sociedade preconceituosa e perversa em suas práticas de racismo.

Nos últimos anos, superou a ameaça de perda de sua sede, quando, mais uma vez, a identidade negra foi evocada como um vetor da mobilização comunitária e o Clube enfrentou o impasse  chegando ao seu centenário de forma autônoma, com suas portas abertas à sociedade.  Além de ter conquistado reconhecimento nacional e  internacional, em 2018 o  Clube 24 de Agosto completou 100 anos e desde 2012 (aos 94 anos), não sem esforço, foi reconhecido e tombado como Patrimônio Histórico do Rio Grande do Sul. Como essência, na sua  natureza de clube social, o 24 de Agosto é um  território negro de sociabilidade, solidariedade, organização e atuação política;  lugar  de memória, resistência negra, patrimônio e potencial social. Por isso mesmo, é um extraordinário espaço  para pesquisa, com  acervo, documentação e fontes que contam  parte da história dos negros no RS.

A organização clubista negra, sempre foi  lugar de afirmação , de reivindicação de direitos sociais e de lazer,  incluindo  a necessidade básica da educação.

Nos últimos dez anos, o Clube Social 24 de Agosto, que já era referência para sua comunidade, tornou-se referencial também de pesquisa acadêmica acessado pelos diversos níveis da educação formal, num processo de aprendizado mútuo e troca de saberes.

Capa do livro

Em comemoração a este centenário, foi lançado o livro “Clube 24 de Agosto (1918-2018): 100 anos de resistência de um clube social negro na fronteira Brasil-Uruguai”,  organizado por Caiuá Cardoso Al-Alam, Giane Vargas Escobar e   Sara Teixeira Munaretto, professores da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus Jaguarão  e escrito por 18 autores/as incluindo pesquisadores/as da mesma universidade e  associados/as do Clube.  Publicado pela  Ilu Editora, de Porto Alegre-RS,  este livro é um instrumento de partilha, generosamente organizado de modo a auxiliar a enxergar sujeitos, dimensionar conflitos, perceber protagonismos, entender aspectos centrais de trajetórias comunitárias e ainda vislumbrar e estabelecer caminhos de continuidade, conforme afirma a prof.ª da UnB Ana Flavia Magalhães Pinto , na apresentação da contracapa.

Autores/as

Alzemiro Gonçalves da Rosa; Andréa da Gama Lima; Bruna Fenza; Caiuá Cardoso Al-Alam; Caroline Maria dos Santos Souza; Fernanda Oliveira; Gabriela Oliveira Aveiro; Giane Vargas Escobar; Lucas Morates; Marcel Liscano; Matheus Batalha Bom; Nelson Luís Corrêa; Rodrigo Franscisco; Sara Munaretto; Shirlei Pereira Rosa; Taiane Lopes; Tiago Rosa da Silva; Vanessa Olanda dos Santos.

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