Marcha da Insensatez: OAB/SC e Subseção de Blumenau divulgam nota oficial sobre episódio de racismo em Blumenau

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ativista-de-42-anos-protestou-sozinha-contra-centenas-de-neonazistas-1462538985832_615x300(Foto: PA/Divulgação)

Da OAB/SC

Marcha da insensatez

A crise econômica, a descrença nas instituições, a escalada da violência e da intolerância são o pano de fundo para o recrudescimento de movimentos radicais em várias partes do mundo. A escalada dos partidos extremistas; as manifestações violentas de grupos que pregam abertamente a intolerância; as perseguições a minorias: os sinais de que algo está errado são inúmeros e inegáveis. Não há como ignorá-los ou fingir que são fatos isolados e passageiros. Pelo contrário: em momentos como esse, o silêncio pode ser visto como descaso ou, pior, como consentimento. Os problemas que víamos pela TV, ao que parece, assombram também os catarinenses.

Também aqui há reflexos da verdadeira marcha da insensatez que vemos em outras partes com o surgimento de movimentos xenófobos e extremistas, as seguidas manifestações de intolerância, os casos de violência, racismo, sexismo e perseguição de minorias. Também aqui esses são movimentos inaceitáveis, que não podem ser admitidos ou vistos como algo “menor”, mas exigem o enfrentamento corajoso.

Em Blumenau, dias atrás, algumas ruas amanheceram com cartazes que contêm ameaças neonazistas. Isso ocorre a poucos dias da Oktoberfest, quando boa parte dos brasileiros estará com os olhos voltados para uma das maiores festas do mundo. Os cartazes, pasmem, dizem “Negro, comunista, antifa e macumbeiro. Estamos de olho em você”. Um ato bárbaro, covarde, praticado às escondidas por indivíduos que não ousam mostrar a cara, por certo cientes do caráter abominável do que fazem. Atos, além disso, que de forma alguma refletem o espírito da maioria da população.

A Seccional catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil e a Subseção de Blumenau, assim como a Comissão de Igualdade Racial da Seccional, não podem silenciar diante de fatos tão graves e manifestam repúdio àqueles que, de forma irresponsável, sem medir consequências, ousam atentar contra seus semelhantes de forma infame. Da mesma forma, é inadmissível que num espaço público pessoas continuem sendo desrespeitadas e tendo sua dignidade ofendida.

Pelos motivos acima expostos, a OAB se une às inúmeras manifestações de repúdio e pede que os órgãos competentes investiguem os fatos a fim de punir exemplarmente os autores.

Diretoria da OAB/SC

Diretoria da Subseção de Blumenau

Comissão de Igualdade Racial da Seccional

 

Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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