Mostra de Cinema: Mulheres Africanas em Perspectiva

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Na semana que antecede a 5ª Semana da África na UFRGS, cujo tema será Gênero e Participação Feminina, o Departamento de Educação e Desenvolvimento Social – DEDS, em parceria com a Sala Redenção- Cinema Universitário, propõe uma mostra de filmes que retrata as mulheres na África.

Vivendo em sociedades marcadas por profundas desigualdades sexuais e de gênero, ausentes durante muito tempo nos discursos oficiais em seus países, as mulheres africanas rompem o silêncio em que foram mantidas e irrompem nas telas do cinema africano, mostrando com criatividade suas lutas e experiências, sua grande capacidade de resistência cotidiana.

Na mostra, teremos dois filmes dirigidos por mulheres, das realizadoras Eliza Capai e Katy Léna Ndiaye; e quatro por homens, dos realizadores Licínio Azevedo, Sol de Carvalho Mamaddou SellouDiallo e Cheick Oumar Sissoko. Um dos questionamentos será justamente a diferença de perspectiva entre o olhar masculino e feminino no cinema. Os filmes foram gentilmente cedidos pela Cinemateca da Embaixada da França no Brasil, com o apoio da Aliança Francesa de Porto Alegre e pela diretora Eliza Capai. A mostra tem a curadoria de José Rivair Macedo e Patricia Xavier.

Programação

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Tão Longe é Aqui (Brasil, 2013, 76min) Dir. Eliza Capai.

15 de maio – segunda-feira – 19h

16 de maio – terça-feira – 16h

A partir das memórias colhidas durante uma longa viagem pela África, a cineasta envia uma carta para sua filha, compartilhando suas impressões, sentimentos, afetos e incompreensões diante das mulheres que conheceu quando passou por Cabo Verde, Marrocos, Mali, Etiópia e África do Sul. Em seu percurso, a viajante desenvolve uma longa reflexão sobre o sentido do feminino, do feminismo e sobre os padrões culturais que interferem nas relações de gênero.

Após a sessão do dia 15, às 19h, debate com José Rivair Macedo, professor do Departamento de História da UFRGS e um dos curadores da mostra.

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Virgem Margarida 

(França, Moçambique, Portugal, 2012, 90min) Dir. Licínio Azevedo.

16 de maio – terça-feira – 19h

17 de maio – quarta-feira – 16h

Em 1975, Moçambique renasce. O novo regime procura limpar as ruas da prostituição. Assim, as prostitutas são enviadas para campos de reeducação. Numa dessas operações, uma jovem noiva é levada por engano, o que desencadeia uma série de eventos inesperados.

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O Jardim do outro Homem

(Moçambique, 2006, 84min) Dir. Sol de Carvalho.

17 de maio – quarta-feira – 19h

18 de maio – quinta-feira – 16h

Sofia, uma jovem de 16 anos, vive em um bairro suburbano de Maputo e luta para prosseguir seus estudos que poderão abrir as portas para a faculdade e concretizar o seu sonho de ser médica.  Tudo muda para ela quando passa a ser assediada por um professor, possivelmente infectado com AIDS. Este não hesita em manipular o resultado de suas provas para conseguir o que quer.

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Rastros, Pegadas de Mulher 

(Traces, empreintes de femmes, Bélgica, Burkina Fasso, França, Senegal, 2003, 52min) Dir. Katy Léna Ndiaye.

18 de maio – quinta-feira – 19h

19 de maio – sexta-feira – 16h

As pinturas murais das mulheres kassenas de Burkina Faso, perto da fronteira com Gana, são famosas pela beleza do traçado e pela harmonia de cor. Interessada no assunto, Katy Léna Ndiaye escolhe comparar tradição e modernidade, através do retrato de três anciãs e da “neta” que elas iniciam nas técnicas ancestrais. Ela realiza um filme com maestria estética, verdadeiro retrato de uma comunidade artística, por onde se discute a transmissão de ensinamentos, a educação e a memória numa África em mutação.

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O Colar e a Pérola

(Le Collier et la perle, França, Senegal, 2009, 52min) Dir. Mamadou Sellou Diallo.

18 de maio – quinta-feira – 19h

19 de maio – sexta-feira – 16h

 O colar e a pérola é uma carta de um pai para sua filha. Uma carta filmada que explora os mistérios femininos. Da mulher como corpo que sofre para dar a vida, como corpo em forma de objeto de sedução, até o corpo mutilado da mulher.

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Finzan 

(França, Mali, 1989, 105min) Dir. Cheick Oumar Sissoko.

19 de maio – sexta-feira – 19h

Este filme confronta as tradições patriarcais do Mali, incluindo a controversa questão da excisão genital feminina. A viúva recente Nanyuma se sente livre do tratamento cruel de seu falecido marido. Ela sai da aldeia com sua sobrinha Fili, mas é eventualmente forçada a regressar. Nanyuma percebe que sua única chance de reclamar a sua própria liberdade será abandonando a comunidade.

Serviço

O quê: Entre as ruas e as telas: mulheres africanas em perspectiva

Quando: de 15 a 19 maio de 2017

Onde: Sala Redenção – Cinema Universitário da UFRGS

Rua Luis Englert, s/n, Porto Alegre

Quanto: Entrada franca

Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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