Músico Giba Giba deixa legado como o ‘homem do sopapo’

Natural de Pelotas, músico manteve acesa a chama do único tambor genuinamente gaúcho. (Foto: DIEGO COIRO/DIVULGAÇÃO/JC)

Por Thaís Seganfredo, do JC

Gilberto Amaro do Nascimento era um menino de 12 anos quando Boto, um babalorixá pelotense, colocou sua mão sobre um tambor de um metro de altura, de timbre grave e intensa vibração, encontrado apenas no Sul do Brasil: “Você vai ser o cara deste instrumento aqui”, disse. Era início da década de 1950, e o tambor de dimensão imponente, chamado sopapo, se destacava no efervescente Carnaval de Pelotas, àquela altura reconhecido nacionalmente também pelo conjunto de sopros e pela qualidade. Cinquenta anos mais tarde, Giba Giba, como prenunciou Boto, seria o músico responsável por manter acesa a chama do único tambor genuinamente gaúcho.

Compositor, percussionista e agitador cultural, o pelotense, nascido em 1940, foi o guardião do sopapo e apresentou o instrumento criado pelos negros escravizados à música popular contemporânea feita no Rio Grande do Sul. Fundador da primeira escola de samba de Porto Alegre, a Praiana, Giba tinha a brasilidade na alma, e foi um dos músicos precursores no Estado a unir a cultura afro-brasileira ao cancioneiro gaúcho. O músico pelotense construiu sua carreira em Porto Alegre, sempre com o sopapo como elemento central de suas composições, e faleceu em 2014.

“O Giba hoje é mais reconhecido do que na época em que era vivo, porque o legado dele vem passando por muita gente, o sopapo hoje está mais popularizado. Na época do Giba, só ele tocava sopapo, um instrumento que é o símbolo dele e da negritude afro-gaúcha”, explica o jornalista e crítico musical Juarez Fonseca.

Com o álbum Outro um, Giba Giba venceu o Prêmio Açorianos de Música nas categorias Melhor Disco e Melhor Compositor em 1993. O músico ainda colecionou honrarias como a Medalha da Cidade de Porto Alegre e o Prêmio Quilombo dos Palmares (2003) e teve composições regravadas por músicos como Vitor Ramil e Kleiton e Kledir. Entre suas canções mais conhecidas, estão LugarejoFeitoria e Tassy, música em tupi-guarani.

“Giba conquistava gentilmente e com enorme simpatia a todos que cruzassem seu caminho. Não teve o reconhecimento merecido no País, mas certamente deixou marcas profundas na cultura do Sul. Chamava atenção, pelo carisma de verdadeira majestade, representante de sua cultura, de ilustres percussionistas e da crítica especializada”, relembra com carinho o amigo Kleiton Ramil.

Seu caráter agregador e proativo o fez idealizar e executar no ano 2000 um projeto grandioso: o festival Cabobu, que reuniu grupos de música e dança populares da região e alguns dos principais nomes da percussão nacional, como Naná Vasconcelos e Djalma Correa. O Cabobu mostrou para a sociedade gaúcha que existe uma cultura negra rica e plural no Rio Grande do Sul, e o sopapo foi o centro dessa iniciativa.

As composições de Giba e sua atuação no meio artístico gaúcho, sempre destacando o protagonismo do negro na arte em seus projetos culturais, espetáculos e entrevistas, fizeram também com que o pelotense se tornasse uma referência para muitos artistas contemporâneos.

“Ele é um dos pilares da cultura no Rio Grande do Sul. Teve uma vida dedicada à música, atuou como militante do movimento negro, à sua maneira, e foi incansável na luta para o reconhecimento da contribuição afro para a cultura rio-grandense”, diz Vladimir Rodrigues, um dos idealizadores do sarau de poesia Sopapo Poético, nomeado em homenagem ao grande tambor.

Menestrel da cultura negra

Na década de 1950, Giba Giba se mudou para Porto Alegre, onde ajudou a popularizar o sopapo

Na década de 1950, Giba Giba se mudou para Porto Alegre, onde ajudou a popularizar o sopapo. (Foto: DIEGO COIRO/DIVULGAÇÃO/JC)

Filho de Ogum, o orixá que abre caminhos, Giba Giba construiu pontes e desbravou trilhas para a cultura popular gaúcha durante toda a sua carreira. Em meados da década de 1950, se mudou com a família para Porto Alegre. Levou consigo um tambor de sopapo, que o acompanhou quando o músico fundou, em 1960, a Academia de Samba Praiana, primeira escola de samba da capital gaúcha.

Nas décadas de 1960 e 1970, enquanto mantinha um emprego no Hospital de Pronto Socorro, Giba passou a ser reconhecido no meio artístico fazendo shows nos bares da capital. “O Giba tocava num bar chamado Varanda e começou a se destacar, porque era um sujeito super articulado, simpático, uma figura que se impunha. Eu fiquei mais próximo dele quando fez parte de um grupo chamado Canta Povo, por volta de 1968”, relembra o jornalista Juarez Fonseca. Após a dissolução do grupo, o percussionista integrou a banda tropicalista Uma Mordida na Flor, sempre com seu sopapo.

Foi com a parceria da antropóloga Maria Betania Ferreira, com quem era casado, que Giba passou a compor e deu início à carreira solo. “Comecei a registrar por escrito coisas que ele dizia em momentos de inspiração e a mostrar o registro para ele. Foi como dar uma chave-mestra. Ele não parou mais de abrir caminhos para textos e melodias. Todos os assuntos abriam portas”, observa ela. O casal compunha em dupla, ou então, em parceria com outros músicos como Wanderlei Falkenberg, Toneco e Pery Souza, tendo o sopapo como suporte das composições.

Desse fluir criativo, surgiram dezenas de músicas que abordavam temas como os bairros de Porto Alegre (Teresópolis), a história e a cultura negras (FeitoriaAreal da Baronesa) e até a cultura indígena no Estado, em uma canção gravada em tupi-guarani (Tassy), regravada pela dupla Kleiton e Kledir. “[Quando Giba mostrou a música], fiquei deslumbrado e totalmente hipnotizado, alheio tudo que se passava ao redor, diante de uma obra-prima, do ritmo magnético, da letra em tupi-guarani em busca de uma cultura perdida. Conviver e trabalhar com o Giba era sempre uma fonte incomensurável de emoção e alegria musical”, descreve Kleiton.

Giba foi, desde sempre, um agitador cultural. Sua casa em Teresópolis era ponto de encontro de quem vinha à Capital fazer shows, como Beth Carvalho, Ney Lopes, Paulinho da Viola e Fagner. Betania relembra um episódio especial que ilustra a excelência do músico no que fazia: “Quando Piazzola esteve em Porto Alegre com seu espetáculo no Leopoldina, todas as noites ele ia ao Bar Giba Giba, na Protásio, e se sentava na primeira mesa diante do palco onde o Giba tocava com a banda. Por quê? Porque, segundo ele, nunca tinha visto alguém fazer percussão daquele jeito”.

Em 1990, o candombe Beirando o rio rendeu a Giba o primeiro lugar no Festival Musicanto de Nativismo. Seria o primeiro dos prêmios que consagrariam o músico. Dois anos mais tarde, ele lançou Outro um, álbum que continha uma seleção de 12 de suas composições, com o próprio músico assumindo o vocais e, é claro, a percussão.

O álbum venceu o Prêmio Açorianos de Música de 1993 nas categorias Disco e Compositor e, apesar da importância da obra, atualmente só é em encontrado em lojas de discos raros, nos formatos LP e CD. Produtora de Giba nos últimos anos da carreira, Sandra Narcizo conta que há planos para disponibilizar o álbum em breve no Spotify (hoje, as músicas estão informalmente no Youtube).

Para a amiga e produtora, “falar sobre Giba Giba é falar de importância de um músico que estava olhando sempre para o passado, para o presente, para o futuro. Giba tinha a visão sobre os acontecimentos do dia a dia, do estado das coisas e com a consciência muito nítida de que ‘alguma coisa muito séria está acontecendo”, nas relações das pessoas e sobre os fatos do cotidiano, social e político”.

Artista de múltiplos talentos, ele transpôs esse pensamento também para obras nas artes cênicas, como Ópera dos tambores, espetáculo que conta a trajetória dos africanos no Brasil a partir de uma fusão entre o poema Navio negreiro, de Castro Alves, e o show Outro um.

O músico também soma ao currículo composições para a trilha sonora de Netto perde sua alma (2011), participações em filmes, parcerias com músicos eruditos como o pianista Geraldo Flach e sua atuação no Conselho Estadual de Cultura. Homenageado como cidadão emérito de Porto Alegre, Giba Giba planejava as comemorações do cinquentenário de sua carreira quando morreu após uma cirurgia para a retirada de um tumor, aos 74 anos, em 2014.

Sopapo, o atabaque-rei

Tambor tem um metro de altura e formato de cone

Tambor tem um metro de altura e formato em cone. (Foto: MARCELO G. RIBEIRO/JC)

Quando os africanos foram forçados à diáspora e escravizados pelos portugueses no século XVIII, trouxeram na memória uma gama de fundamentos e elementos culturais que acabaram compondo o mosaico de expressões que formam a cultura brasileira hoje. A percussão, essencialmente ligada à religião, faz parte deste complexo e acabou originando diferentes instrumentos musicais no país sul-americano.

No Sul do Brasil, na região de Pelotas, o tambor diaspórico tinha dimensões impressionantes. Feito a partir de tronco de árvore de mais de um metro de altura e revestido com couro em uma das extremidades, o sopapo era tocado nas charqueadas, integrando o ritual religioso dos escravizados antes da matança do gado. “O sopapo atuou também em outras situações festivas, como casamentos e outras celebrações, inclusive em momentos os quais foram reconhecidos posteriormente como “sincretismo”, ou seja, em celebrações festivas relativas a santos católicos”, conta o doutor em Música pela Ufrgs Mario de Souza, autor da tese O Sopapo e o Cabobu: etnografia de uma prática percussiva no extremo sul do Brasil.

Indícios da presença deste grande tambor no Estado são a aquarela de 1857 do artista alemão Wendroth, na qual o sopapo aparece sendo tocado por escravizados sul-riograndenses, e o relato do viajante suíço-alemão Carl Seidler, publicado na obra Dez anos no Brasil, no qual descreve a Festa de Reis em Pelotas em 1834: “Dois homens fortes carregavam um grosso pedaço de tronco oco, revestido de couro, no qual logo um deles entrou a bater com os pés como num tambor.”

Após o fim da escravidão, o sopapo voltou a aparecer nos blocos de Carnaval de Pelotas, a partir dos anos 1940. Com o timbre grave do tambor e o conjunto de sopros conferindo um molho especial ao samba, a festa pelotense acabou sendo reconhecida como uma das maiores do Brasil nas décadas de 1960 e 1970. É dessa época que se tem as medidas do sopapo como o conhecemos hoje: formato cônico, pele de cavalo, altura de 1 metro e boca com 50 cm, feito em compensado.

Ainda que guarde similaridades com outros tambores brasileiros, como o atabaque e o curimbó, sua altura e imponência fez percussionistas o apelidarem de “atabaque-rei”. “É um tambor muito versátil, com uma assinatura muito forte, um grave absoluto. O sopapo tem um som aveludado e muito bonito e que chega nas pessoas através da vibração”, explica Richard Serraria, um dos músicos que inclui o sopapo como tambor central nas apresentações do grupo Alabe Ôni, de Porto Alegre.

Serraria observa que o sopapo é um tambor griô. “Ele conta histórias, ele permite que a gente fale dessas coisas, tem uma riqueza muito grande. O sopapo é um instrumento de comunicação dos homens com os orixás, mas também uma comunicação do homem com ele mesmo. É um instrumento de descoberta”, diz o percussionista.

O legado para a música contemporânea

Edu Nascimento, filho do músico, segue com a tradição do sopapo

Edu Nascimento, filho do músico, segue com a tradição do sopapo. (Foto: CLAITON DORNELLES /JC)

Giba costumava dizer que tinha 150 anos de idade, fazendo referência ao tempo que os negros passaram a ser escravizados no Brasil. O legado de Giba passa pela difusão do sopapo, que hoje é ensinado em projetos sociais como o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo e o Areal do Futuro, até a reivindicação do protagonismo negro na arte.

Seja em espetáculos, músicas ou entrevistas, o artista sempre levantou a bandeira da cultura afro-gaúcha e seu pioneirismo o fez ser considerado referência entre os artistas contemporâneos, como, por exemplo, a cantora Glau Barros. “Giba Giba é referência total da música gaúcha negra, por toda a história e trajetória. Tive a oportunidade de encenar uma música dele com o grupo de teatro Caixa Preta”, destaca ela.

Uma das fundadoras do sarau de poesia negra Sopapo Poético, que reúne dezenas de artistas todos os meses, a atriz Vera Lopes conta que a primeira edição do sarau, em 2012, teve Giba como homenageado. “Conheci Giba ainda muito jovem, sempre fui profunda admiradora de sua arte e de sua atuação incansável na divulgação e preservação das raízes africanas em seu fazer artístico”, lembra a atriz, que trabalhou com ele no espetáculo Negro negrada negrice. Também idealizador da iniciativa, Vladimir Rodrigues descreve Giba como “um grande mestre, uma pessoa com imenso carisma e uma mensagem positiva, direta e profunda, sempre disposto a ensinar”. O cantor é frequentemente homenageado também em shows, por músicos como Zé do Pandeiro, Loma Pereira, Pamela Amaro, Marcelo Delacroix e Demétrio Xavier.

Para o músico Richard Serraria, que escreveu a música Giba Gigante Negão, o pelotense integra a tríade de referência da maturidade da expressão negra no Estado, ao lado do poeta Oliveira Silveira, idealizador do Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e de Mestre Borel, que atuou no Batuque de Nação Ijexá e é representante da cultura ligada às religiões de matriz africana. “São três figuras que mostram a grandeza dessa cultura negra no Rio Grande do Sul”, afirma.

Filho de Giba, Edu do Nascimento também carrega o legado do pai. O percussionista conta que gostava de ficar dentro do sopapo quando criança e ganhou seu próprio tambor gaúcho aos 15 anos. Décadas mais tarde, após construir carreira com outras bandas, Edu passou a integrar a banda do pai. “Ele me ensinou tudo, como se comportar perante a vida, qual é realmente a importância do sopapo. Ele me ensinou, na realidade, a observar o ser humano, a olhar direto nos olhos. E tocar foi uma consequência de tudo isso, saber tocar e respeitar o sopapo, sentir o respeito quando a gente tocar percussão”, diz o músico, que hoje guarda o sopapo de Giba em casa. Educador social, Edu é um dos intérpretes contemporâneos das composições de Giba, e se apresenta todos os anos na Feira do Livro de Porto Alegre com o grupo Lugarejo. Atualmente, ele prepara o lançamento de álbum com músicas de Giba e novos arranjos.

Obras lançadas

Álbum Outro um (1992) – esgotado

Espetáculos
Ópera dos tambores; Osso; Própolis; e Missa da terra sem males

Thaís Seganfredo é jornalista, editora do Nonada – Jornalismo Travessia e sócia-diretora da Riobaldo Conteúdo Cultural

Cabobu, a celebração da cultura afro

Giba Giba não sabia, mas no final do século XX era praticamente o único percussionista do Rio Grande do Sul a tocar o sopapo. Foi em 1999, quando voltou à cidade natal para se apresentar com sua banda, que ele descobriu que o tambor rio-grandense havia silenciado por lá. Ninguém mais tocava o sopapo nem mesmo nas escolas de samba, que haviam sofrido um processo de “carioquização” nos anos 1970, com os sopapos sendo substituídos pelos surdos, mais leves de carregar.

Do descontentamento, surgiu um projeto que movimentaria a cultura afro-gaúcha: o Festival Cabobu, nomeado a partir dos nomes de Cacaio, Boto e Bucha, três tocadores de sopapo do antigo Carnaval da região. “Pelotas, para ele, era a grande referência musical do Rio Grande do Sul, a cidade mais parecida com o Brasil no Estado. Ele fez esse projeto pensando em viabilizar de novo o sopapo para todos, trazendo os tambores do sul e os tambores do mundo. Mas o sopapo foi o veículo para a valorização da cena cultural de toda a região”, conta Edu do Nascimento.

Com financiamento do governo do Estado, o Cabobu teve duas edições no ano 2000, reunindo centenas de pessoas em um festival ao ar livre que encheu de cores e sons o coração de Pelotas, entre o Mercado Público, a biblioteca e a praça central. Além de grupos artísticos de canto e dança africanos, o festival recebeu alguns dos maiores percussionistas do Brasil, como Naná Vasconcelos, Djalma Correa e Chico César.

Richard Serraria participou do Cabobu com a banda Bataclã FC. “Foi um trabalho importantíssimo de mostrar para a comunidade cultural gaúcha que esse Estado, que se identifica como a Europa do Brasil, também tem a presença negra. Esse foi o grande legado do Cabobu”, avalia. Edu também destaca a grandiosidade do evento. “O que mais me marcou foi a confraternização das pessoas em torno de uma coisa nossa. Ver a praça cheia de gente, aquele povo, uma caminhada gigantesca. Foi uma das coisas mais lindas que eu vi”, diz.

Outro legado do festival foi a salvaguarda voluntária do tambor de sopapo. A ideia de Giba era construir 40 sopapos para serem usados no festival que, depois, seriam doados a escolas de samba e blocos pelotenses, uma vez que o cantor esperava que o Carnaval voltasse a contar com a presença do tambor. O griô e luthier Mestre Batista e seu filho, Zé Batista, foram os responsáveis pelo resgate da técnica e pela construção dos sopapos.

Ainda que o sopapo não tenha voltado a tomar as escolas de samba de Pelotas, com a realização de oficinas, a técnica foi expandida a músicos populares, que também difundiram o instrumento. “A dimensão que o sopapo tomou na música popular foi muito acima do esperado. Hoje, tambor é tocado por diversos músicos e grupos pelo estado, ganhou um espaço que ele muito pouco frequentava”, destaca Maia. Como todo tambor, o sopapo é em sua essência impregnado de religiosidade, ao mesmo tempo em que, quando levado aos palcos da música popular, se torna um tambor versátil e acessível a quem queira aprender a tocá-lo, respeitando suas origens.

Em Porto Alegre, grupos como o Serrote Preto, Bataclã FC, Alabe Oni, AfroEntes e Três Marias passaram a usar o instrumento, além de centros culturais como o Quilombo do Sopapo e o Afrosul Odomode. Em Pelotas, também artistas e até universidades têm trabalhado com o tambor. “A cidade tem vivido intensamente esta herança, em diferentes contextos, do centro a periferia, das escolas aos bares”, completa Maia. O Projeto Tamborada, idealizado pelo artista Kako Xavier, realiza oficinas em escolas estaduais e municipais da região, levando a construção e história do tambor. Em novembro de 2018, o Decreto municipal nº 6.130 declarou Pelotas “a cidade do Tambor de Sopapo”.

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