PR: Artista de Londrina ressignifica retratos de negros do século 19

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Projeto (Re)Significa tem dez peças disponíveis na internet

“Fiquei pensando como seria a vida dessas pessoas se elas não estivessem em estado de escravidão” (Luiza Braga / Arte/Luiza Braga)

Por Gabriela Ruiz, BdF, Londrina PR

A musicista, artista e designer Luiza Braga é a autora do projeto (Re)Significa, lançado dia 9 de dezembro em Londrina, norte do Paraná. Trata-se de uma coleção de arte cujas peças são constituídas por intervenções coloridas e visuais em retratos de negros do século 19. Inicialmente, são 10 trabalhos lançados, com fotografias de jovens, idosos e mulheres.

“Me deparei com um catálogo fotográfico de domínio público sobre negros e negras, onde eram retratados como ‘tipos’, como ‘escrava da Bahia’, ‘escravo de Pernambuco’ ‘negra doméstica’, sem quaisquer outras informações. Claro que não eram pessoas conhecidas, mas essa falta de profundidade me incomodou muito”, conta Luiza.

Arte: Luiza Braga

Refletindo sobre esse contexto histórico, a artista diz que sentiu a necessidade de transformar essas narrativas e valorizá-las. “Para desenvolver as peças, fiquei pensando como seria a vida dessas pessoas se elas não estivessem em estado de escravidão, quais seriam os seus interesses, profissões, alegrias, paixões, tristezas, a partir do que as fotos me transmitiam”, relata.

“Precisamos dar foco a essas histórias”

De acordo com a artista, o projeto fortalece a narrativa dos negros e das minorias em geral, na medida em que ressignifica e dá outro sentido para esses retratos. “Nós, como indivíduos negros, como povo, temos muito mais profundidade. Muito mais história do que contam. Precisamos dar foco a essas histórias que estão ao nosso redor, às narrativas das nossas comunidades, seus hábitos e vivências. Ressignificar para fora, mostrando toda a profundidade que vem de dentro”, completa Braga.

A musicista, artista e designer Luiza Braga é a autora do projeto (Re)Significa, lançado dia 9 de dezembro em Londrina, norte do Paraná. Trata-se de uma coleção de arte cujas peças são constituídas por intervenções coloridas e visuais em retratos de negros do século 19. Inicialmente, são 10 trabalhos lançados, com fotografias de jovens, idosos e mulheres.

“Me deparei com um catálogo fotográfico de domínio público sobre negros e negras, onde eram retratados como ‘tipos’, como ‘escrava da Bahia’, ‘escravo de Pernambuco’ ‘negra doméstica’, sem quaisquer outras informações. Claro que não eram pessoas conhecidas, mas essa falta de profundidade me incomodou muito”, conta Luiza.

Arte: Luiza Braga

Refletindo sobre esse contexto histórico, a artista diz que sentiu a necessidade de transformar essas narrativas e valorizá-las. “Para desenvolver as peças, fiquei pensando como seria a vida dessas pessoas se elas não estivessem em estado de escravidão, quais seriam os seus interesses, profissões, alegrias, paixões, tristezas, a partir do que as fotos me transmitiam”, relata.

“Precisamos dar foco a essas histórias”

De acordo com a artista, o projeto fortalece a narrativa dos negros e das minorias em geral, na medida em que ressignifica e dá outro sentido para esses retratos. “Nós, como indivíduos negros, como povo, temos muito mais profundidade. Muito mais história do que contam. Precisamos dar foco a essas histórias que estão ao nosso redor, às narrativas das nossas comunidades, seus hábitos e vivências. Ressignificar para fora, mostrando toda a profundidade que vem de dentro”, completa Braga.

 

Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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