Presidente da CDHM lamenta crime por motivo político na Bahia de Mestre Môa do Katendê

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Discussão sobre política termina em morte de  Môa do Katendê consagrado zelador da cultura afro-brasileira. (Foto: Divulgação)

Da Assessoria CDHM

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), deputado Luiz Couto (PT/PB), lamenta o assassinato do mestre de capoeira conhecido como “Maô do Katendê”, ocorrido em Salvador (BA), na madrugada de hoje. O crime teria acontecido durante uma discussão por motivos políticos.

O presidente da CDHM encaminhou, nesta segunda-feira (8), ao Secretário de Segurança Pública e Defesa Social da Bahia, Maurício Teles Barbosa, um ofício pedindo informações sobre o andamento do inquérito policial instaurado para apurar o homicídio.

“O cerceamento à liberdade de expressão é típico de ditaduras e de momentos do autoritarismo, além de ser evidente desrespeito à Constituição da República, à Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e a outros instrumentos internacionais de direitos humanos”, afirma Luiz Couto.

“Ademais, a intolerância política tem acirrado os ânimos neste momento difícil que o Brasil atravessa, levando agressores a escolherem suas vítimas de acordo com seus ideais. Tais atos devem ser severamente repreendidos tanto civil quanto administrativamente, em todos setores da sociedade, evitando, assim, que tragédias como esta morte se repitam”, alerta o presidente da CDH.

O crime

O mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como “Moa do Katende”, foi atacado com 12 facadas nas costas após uma discussão política. O autor do crime, identificado como Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, o agressor alegou discussão política como motivação do crime. Ele e a vítima não se conheciam antes do fato.

De acordo com a o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) responsável pelo caso, Paulo tinha envolvimento com outros dois casos de discussões em 2009 e 2014.

Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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