‘Saúde não é mais privilégio para poucos’, diz Obama após Suprema Corte validar Obamacare

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Para juízes, subsídios fiscais estão de acordo com a Constituição; medida garante que população pobre tenha acesso a seguros de saúde privado

Obama discursou nesta manhã em Washington, acompanhado do vice, Joe Biden

Obama discursou nesta manhã em Washington, acompanhado do vice, Joe Biden

 

Por Patrícia Dichtchekenian

Por 6 votos a 3, os juízes decidiram que os norte-americanos que se beneficiam com um seguro de saúde por meio do site do governo têm direito à mesma redução impostos que os demais contribuintes.

A decisão ajudará pessoas de baixa renda a conseguirem comprar seguros de saúde, conforme o Affordable Care Act (Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente), sancionada por Obama em 2010. Segundo o presidente, um em cada três habitantes que não tinha seguro  no passado, agora possui um.

“Hoje é uma vitória para os duros trabalhadores norte-americanos, cujas vidas continuarão a se tornar mais seguras, graças a essa lei”, afirmou Obama.“Um dia, nossos netos nos perguntarão se houve realmente um tempo em que os norte-americanos discriminavam quem ficava doente”, acrescentou.

“Não há mais dúvida de que essa lei esteja funcionando. Em muitos casos, ela salvou vidas”, prosseguiu. “Isso é bom para os trabalhadores e é bom para a economia. Mas isso não é mais algo abstrato: é uma realidade”, comemorou o chefe de Estado, em declaração nos jardins da Casa Branca.

Obamacare: uma vitória para Obama

Trata-se de uma das maiores vitórias de Obama em seu segundo mandato, após uma resistente pressão republicana contra a medida nos últimos anos. Na tentativa de consolidar o seu legado antes de deixar o posto no início de 2017, o presidente tentará implementar o Obamacare em sua máxima potencialidade nos próximos meses.

No atual sistema, os subsídios fiscais estão disponíveis em todos os 50 estados e eram são amplamente apoiados pelos democratas. Segundo a Associated Press, 8.7 milhões de pessoas estavam recebendo, em média, um subsídio de US$ 272 para ajudar a pagar seguros de saúde privados.

Se a Suprema Corte tivesse votado contra a continuidade de tais subsídios, ao menos 6.4 milhões de norte-americanos em cerca de 34 estados perderiam seus benefícios, colocando em risco seu acesso a esses seguros.

Contrários a Obamacare — principal bandeira eleitoral de Obama — a ala conservadora lutou contra o projeto desde o início, classificando a medida do governo como a “socialização da medicina” e lutaram no Congresso e na Suprema Corte diversas vezes pelo seu fim.

Mesmo com Obamacare, ainda há ao menos 26 milhões de pessoas sem seguro de saúde nos EUA, de acordo com dados do governo.

Fonte: Opera Mundi

 

Daniel Ribeiro

22 anos, estudante de administração gestão pública.

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