Sopapo Poético homenageia Sirley Amaro, Mestra Griô e carnavalesca de Pelotas RS

Tradicional roda de poesia e música que ressalta o protagonismo negro ocorre na próxima terça-feira (24/09), no CRN Nilo Feijó, com entrada franca

Mestra Sirley Amaro teve sua atuação reconhecida pelo Ministério da Cultura em 2007. (Foto: Acervo/pessoal)

A Mestra Griô, Sirley da Silva Amaro, de Pelotas, é a próxima homenageada do sarau Sopapo Poético – Ponto Negro da Poesia. Mestra Sirley é compositora, carnavalesca, contadora de histórias e costureira aposentada, tendo dado uma grande contribuição para a preservação da cultura negra em sua cidade. O projeto foi contemplado pelo Edital de Seleção Pública nº 01, de 26/04/2018, Culturas Populares: Edição Selma do Coco, financiado pela Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal.

Sobre o Sarau Sopapo Poético

O sarau SOPAPO POÉTICO – Ponto Negro da Poesia é um encontro mensal promovido pela Associação Negra de Cultura (ANdC), sempre na última terça-feira do mês. Como outros saraus afro-brasileiros, desde 2012, evoca o protagonismo negro, em uma roda de atuações, reflexões e de convivências, reunindo artistas, pensadores e simpatizantes da cultura negra de resistência.

Sobre a Mestra Sirley Amaro

Sirley da Silva Amaro nasceu em Pelotas/RS em 12 de janeiro de 1936. Filha de um pai cozinheiro e folião e de uma mãe que inventava pomadas e unguentos com ervas e temperos, teve uma infância muito rica, na qual viveu intensamente os conhecimentos transmitidos por seus pais. Começou a trabalhar como costureira profissional de Alta Costura aos 13 anos, em 1949, encerrando sua carreira profissional em 2007, aos 71 anos, no mesmo ano em que foi reconhecida como Mestra Griô pelo Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura.  

Também é marcante a sua ligação com o Carnaval, do qual participa desde os oito anos de idade até hoje. Integrou os clubes negros de Pelotas “Depois da Chuva” e “Chove-não-Molha”, desde 1944. “Dona” Sirley participa intensamente das atividades culturais de sua cidade e região, compartilhando seus saberes em escolas e instituições em que é convidada. Sua primeira oficina como contadora de histórias foi sobre o cabelo afro para as Meninas do Instituto de Menores de Pelotas. Atua junto ao Núcleo de Arte, Linguagem e Subjetividade desde 2010 e especificamente com o projeto Confraria do Fuxico desde 2013.

No ano de 2013 foi vendedora do Prêmio Culturas Populares Edição 100 anos de Mazzaropi. No ano de 2015 ganhou o Prêmio Movimenta SeCult/Pelotas e no ano de 2016 o Prêmio Mestres e Mestras de Tradição por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura/Diretoria de Arte e Cultura/Incubadora Cultura Viva da Universidade Federal do Rio Grande.

As práticas da Mestra Sirley Amaro foram objeto de estudo da dissertação de mestrado do professor e pesquisador Felipe Martins, intitulada “É pela arte toda, pela história de vida: As representações da música nas Vivências Griô, da Mestra Sirley Amaro”. – Ela é uma ativista cultural que sempre trabalhou na cultura popular, especificamente no Carnaval, e que, concomitantemente, era costureira de Alta Costura, trabalhando para as madames mais importantes de Pelotas, destaca Martins. E complementa: – Nessa dialogia entre o Luxo e o Lixo ela foi vivenciando as experiências de ser Negra na “Princesa do Sul”… Assim, ela usa a oralidade, hoje em dia, em suas oficinas de contação de histórias, para retratar o lugar do negro na sociedade. Segundo o pesquisador, Sirley Amaro é uma Griô porque usa dos princípios africanos para organizar suas práticas de troca de saberes, o que ela chama de Vivências Griô.

Realização: Associação Negra de Cultura – ANdC

Apoio: Cine Kafuné I  SINDIPETRO – Sindicato dos Petroleiros | Boteko do CANINHA (Areal da Baronesa) | Negrestyle – design gráfico | Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte – SMDSE

Serviço

O quê: “Sopapo Poético – Homenageia à Mestra Sirley Amaro”

Quando: 24 de setembro de 2019, terça-feira, das 19h30 às 22h

Onde: Centro de Referência do Negro Nilo Feijó – CRN, Av. Ipiranga, 311, Bairro Menino Deus – Porto Alegre

Quanto: Entrada franca

Contatos: (51) 99365-3315 – 99117-4559 – 99317-6497 – 99218-5449 – 986320145 (Silvia) –   sopapo.poetico@gmail.com

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